Tremem coxas fugidias em apegos de verão.

Frutas verdes são colhidas com desejos de escarlate.

Tempo de ideias defloradas, poetas arteriais.

Madrugadas explosivas (granadas de anil e mel).

Dúvida da dúvida, ideias misturadas.

Torres de sono e paixão.

Lindura cor-de-rosa projetada no dia.

Silêncio doce, canto de céu musical.

Tempo de sol bronzeado, praia de prata.

Peixes de ouro, mar prismático.

GAZE

Bahia do mar

trepada no vento

galopa nas asas

do negro silêncio.

 

Luzes tremendo,

furando a noite,

Bahia montada

na escuridão.

 

Vento calado,

silêncio musical,

negro oceano,

farol, calmaria.

 

Bahia cavalga

a garupa da noite,

céu dorminhoco,

sem nuvens, Bahia.

GARUPA DA NOITE, NOITE BAIANA.

Autor : Thomas Rodrigues Porto da Cruz

MÉDICO, PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, CIENTISTA DE ESCOL E ESCRITOR.

Academia de Letras do Brasil

Seccional Bahia

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